A prefeitura do Rio de Janeiro e o Instituto Ideias mantém o PADI (Programa de Atenção Domiciliar ao Idoso), que faz parte do Programa Melhor em Casa do Ministério da Saúde. O PADI é formado por 10 equipes multidisciplinares de atenção domiciliar (EMAD) e 5 equipes multidisciplinares de apoio (EMAP), distribuídas em 5 bases em hospitais municipais do Rio de Janeiro. Hoje, o programa assiste cerca de 910 pacientes por mês, de todas as idades. O fluxo do atendimento mudou após a pandemia de Covid-19: aumentaram os casos de pacientes com sequelas, ou comorbidades agravadas em decorrência do coronavírus.

A médica Jaqueline Duarte fala do prazer de atuar no PADI:

–  Para mim é gratificante trabalhar no PADI. A gente recebe pacientes com complexidade maior e podemos acompanhar toda sua evolução e melhora. Eu já passei pela Estratégia de Saúde da Família e gosto desse vínculo com o paciente. Esse programa é extremamente importante, pois a gente consegue desocupar leitos de hospitais; ensinar a família do paciente como agir e proceder no tratamento. A evolução do paciente é grande, com bons resultados ao deixar o ambiente hospitalar e retornar para casa.

Outra questão é sobre pacientes pós covid, Jaqueline ressalta: – A maioria necessita de profissionais como fisioterapeutas e fonoaudiólogos para completar o tratamento de recuperação.

A fisioterapeuta Vanessa Moreira relata como é atuar nessa área:  – É muito bom ofertar qualidade de vida aos pacientes do PADI. Dependendo do caso, a gente consegue fazer o paciente sentar e andar novamente, isso não tem preço. A gente também aprende todos os dias a ser mais humano, a olhar o outro com cuidado e carinho. Já o paciente que teve COVID, além da deficiência respiratória, pode apresentar dificuldades de mobilidade, os debilitados podem não conseguir andar, após a alta hospitalar. É necessário trabalhar a força muscular e fazer exercícios para retornar às atividades diárias. Hoje, o PADI atende não só idosos, mas adultos, crianças e adolescentes.

Vanda Regina Alves, enfermeira do PADI, ainda destaca outro ponto no atendimento: os cuidadores, na maioria das vezes, é um familiar do paciente. – Eles são a extensão do nosso trabalho. A gente passa tranquilidade aos cuidadores e adequamos as atividades para o caso do paciente. Com um cuidador nos ajudando os resultados são muito bons.

A mãe do paciente M. M. T. J., Greice Verônica fala emocionada sobre sua relação com o PADI: – Quando eu soube que meu filho seria aceito no programa, fiquei preocupada de como seria esse processo, depois de tudo que ele passou após o acidente. Mas fiquei surpresa com os resultados. Hoje, o PADI é tudo na minha vida. Se eu não tivesse o PADI, eu estaria sem pai nem mãe. Apareciam vários problemas e eu sozinha com meu filho… Era desesperador. Eu ligava para o PADI, eles me ajudavam e orientavam. Constantemente, o pessoal do PADI vem aqui em casa. Eu e minha família não sabemos como agradecer.