Desde julho, o Projeto Reencontro levou aos pacientes internados no CR Covid-19 de Angra dos Reis a seus familiares. O Centro de Referência Covid-19 fica nas instalações da antiga maternidade da Santa Casa da Misericórdia, no Centro.

Desde a implantação do projeto, mais de 30 pacientes receberam visitas. Em setembro foram 12 visitas realizadas.

Após publicação em diário oficial do município do Rio de Janeiro, várias unidades de saúde, sejam públicas ou privadas, adotaram essa medida de acolhimento para que o paciente tenha uma melhor evolução do quadro de saúde.

Para entrar e visitar um parente, a pessoa tem que estar com o esquema de vacina completo, ter passado 14 dias após a segunda dose contra Covid-19 e respeitar todos os protocolos de segurança.

Ontem (06/09), Jéssica Reis foi visitar seu avô, Joel de Almeida Reis de 75 anos, que está internado na Unidade Semi-intensiva e apresenta início de alzheimer. Quando perguntado se estava feliz com a visita da neta, Joel não conseguiu responder, muito emocionado. Indagamos como ele acha que foi contaminado, Joel afirmou:

– Só tomei a primeira dose. Tive medo de ter reação. – Confessou Joel.

A visita da neta a Joel teve o apoio da psicóloga Lohana Tavares e do responsável da Ouvidoria Ronaldo Xavier. Eles acompanharam o encontro entre neta e avô e ajustaram a visita à nova modalidade adotada pela unidade de saúde.

O Projeto Reencontro foi criado para aproximar a família do paciente, inibindo as consequências do isolamento, trazendo conforto e acolhimento, melhorando, assim, o estado clínico do paciente.

O Centro de Referência Covid-19 de Angra já vinha adotando outra medida de aproximação do paciente com familiares: a videochamada, que foi regulamentada em Projeto de Lei pelo Senado em agosto. Na videochamada, o paciente faz encontro virtual com a família através de um tablet, esteja o paciente na UTI ou na enfermaria.

– Com as videochamadas a evolução é clara, há uma melhora no estado emocional do paciente e na ansiedade dos familiares. Estamos vencendo a covid, e as visitas presenciais do novo protocolo é mais um passo importante no tratamento. – Acrescenta a psicóloga Lohana Tavares.