(Comemorado todo segundo sábado do mês de outubro)

O tema deste ano é “Não deixe ninguém para trás” – Equidade no acesso aos cuidados paliativos.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), os cuidados paliativos são abordagens que melhoram a qualidade de vida do paciente e sua família, diante de uma doença potencialmente fatal ou que ameace a vida. Esses cuidados levam à prevenção e ao alívio do sofrimento, através de avaliação e tratamento da dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e até espirituais.

Os cuidados paliativos trazem uma abordagem estigmatizada, pois são culturas centradas exclusivamente na cura, uma prática cujo objetivo é a prestação de cuidados. Frequentemente, essa prática é deturpada como “não há mais nada a fazer”, ou com a ideia de abandono terapêutico. Os cuidados paliativos não antecipam e nem prolonga a morte, e sim é a reafirmação à vida, em cada momento e em cada prática.

Estes cuidados preconizam o trabalho em equipe e disponibilizam uma rede de suporte que permite o paciente viver tão ativamente quanto possível, facilitando a adaptação da família à situação de doença, auxiliando todos a lidar com o sofrimento e até com o luto. Essa assistência otimiza a qualidade de vida e pode influenciar positivamente no curso da doença.

O PADI (Programa de Atenção Domiciliar Integral) do município do Rio de Janeiro atua com cuidados paliativos no âmbito do SUS, dispondo de equipes multiprofissionais que têm o objetivo de abreviar ou evitar hospitalização do paciente elegível para os cuidados paliativos. São pacientes que necessitam de acompanhamento contínuo e intenso, cuidados de maior complexidade, podendo fazer uso de equipamentos específicos.

A família e o paciente são o foco do cuidado e participam da tomada de decisões, bem como da elaboração do plano de cuidados. É bom ressaltar que a atuação do PADI não termina no óbito do paciente; há atenção ao processo de morte: como ocorreu; qual o grau de conforto e o impacto na vida dos familiares. São pontos de extrema importância, por isso realiza-se a visita pós óbito em continuidade ao trabalho.